Domingo , 14 de Novembro DE 2010

Pura lLUSÃO

publicado por rtiatvitor às 17:46
Sexta-feira , 12 de Novembro DE 2010

...

 

"Brothers in Arms" é uma canção de 1985 da banda britânica Dire Straits, aparecendo como última faixa do álbum homónimo.

Existem duas versões de estúdio da música: a versão original do álbum tem duração de 7:00, e a versão mais curta, que tem 6:05 apresenta leves diferenças, como nos solos e no início e no fim da canção. A versão que aparece no álbum de coletânea das melhores músicas, The Very Best of Dire Straits é de 4:55

Mark Knopfler normalmente tocava a canção numa guitarra Gibson Les Paul, ao contrário de sua usual Schecter "Stratocaster", e umaa Les Paul aparece num vídeo promocional, com aparência de desenho de carvão, intercalando cenas da banda tocando com cenas de guerra.

 

 

publicado por rtiatvitor às 17:05
Terça-feira , 09 de Novembro DE 2010

Pensar antes de publicar


 

Purgatório

 

 

Conhecem o "teorema do macaco infinito"? A ideia pertence a T.H. Huxley, que no século XIX afirmava que o macaco seria capaz de escrever uma peça de Shakespeare. Bastava, para tal, que dispuséssemos de macacos infinitos aos quais pudéssemos confiar máquinas de escrever infinitas. Um dia eles acabariam por medrar qualquer coisa de sublime.

Andrew Keen regressa ao teorema de Huxley em livro que deu polémica nos EUA e foi agora editado entre nós pela Guerra & Paz. Intitula-se "O Culto do Amadorismo". O título, como se costuma dizer, é todo um programa: entregue à multidão ignara - à geração YouTube, à geração Blogspot, à geração Wikipédia; no fundo, aos "macacos infinitos" -, a Internet está a arrasar com o mérito intelectual e artístico; a promover a ignorância e a boçalidade em larga escala; e a cultivar um narcisismo repulsivo em que milhões de alienados usam a rede para exporem os seus delírios.

O problema, no fundo, está na ausência de filtro, capaz de separar a qualidade da mediocridade. Num jornal clássico, existe um editor; na televisão, existe um programador; nos meios de comunicação, existem profissionais que julgam e seleccionam. A Internet é uma selva epistemológica e moral que, acredita Keen, só será espaço frequentável quando os mecanismos de julgamento e selecção tradicionais forem exercidos por profissionais cibernéticos.

Entendo o argumento de Keen. Mas é difícil concordar com o tom alarmista do autor. A Internet é um caos? Sem dúvida. Mas por cada vídeo idiota no YouTube, existem preciosidades musicais, históricas ou até filosóficas que seriam impensáveis há uma década. A melhor forma de enfrentar o "culto do amador" está em procurar, nas famílias ou nos amigos, nos livros ou nas escolas, o profissional em nós. Porque somos nós o verdadeiro "filtro" cibernético; os editores pessoais da informação que procuramos e recusamos; os programadores privados das imagens que nos inspiram ou repugnam.

A Internet mata a cultura tradicional? Pelo contrário: a Internet exige-a como nunca.


João Pereira Coutinho, in Revista Única, Expresso 28/Junho/2010

publicado por rtiatvitor às 16:59

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  • Desculpa Vitor estava a dormir quando te perguntei...
  • Oi Vitor!Gosto muito deste vídeo,.Quem canta essa ...
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  • esse video ta muito fixe!!! não conhecia mas fique...
  • Esta musica é muito, bonita Feliz Natal.
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